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Mãe de menina vítima de estupro pode perder a guarda

Mãe de menina vítima de estupro pode perder a guarda


A menina de dois anos, vítima de estupro no último sábado (02), teve alta do Hospital de Urgências de Teresina e está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar em um abrigo. Segundo o conselheiro Dimas Leandro, a criança não pode voltar para a residência onde ocorreu o crime.

A mãe da vítima mora e trabalha há 9 anos como empregada doméstica na casa da mãe do acusado, localizada no bairro Redenção, zona sul de Teresina. A família da mãe mora na zona rural de Timon (MA). O pai alega que já constituiu outra família e não teria condições de ficar com a menina.

Porém, a avó partena da menina manifestou intenção de obter a guarda.

"Vai envolver uma série de estudos dos núcleos das famílias da mãe e do pai. Se a juíza entender que precisa de tempo para fazer um levantamento das informações sobre as famílias, ela ficará em um abrigo provisório e depois decide com quem a criança ficará. Se a mãe achar que deve voltar para essa casa fica a cargo dela, mas a criança não. O pai alega que já tem filhos e outra família e não dispõe de condições nesse momento. A nossa prioridade é resguardar a criança", explicou o conselheiro.

A perícia do Serviço de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (Samvis) vítimas de estupro na Maternidade Evangelina Rosa, constatou que a menina de dois anos que está internada no HUT realmente foi estuprada. Segundo o chefe de investigação da DPCA, Joattan Gonçalves a criança chegou a contar para a médica responsável pelo atendimento o que aconteceu e quem teria praticado o ato. 

O acusado  João de Deus Oliveira Sousa, 56 anos, foi preso na tarde da última terça-feira (5), em seu local de trabalho. Ele, que é separado e tem dois filhos, trabalha como um flanelinha em um estacionamento que funciona em frente ao Instituto Federal do Piauí (IFPI), na praça da Liberdade. O mandado de prisão temporária foi expedido pelo juiz da 7ª Vara Criminal, Almir Abib Tajra. 

“Nós fomos pessoalmente solicitar que o juiz assinasse com urgência, porque tínhamos informações de que o acusado poderia fugir, já que ele tem parentes em São Paulo. Temos o laudo comprovando o estupro e depoimentos de testemunhas. O juiz assinou de pronto e fomos dar cumprimento”, declarou Joattan. “A própria menina, que tem dois anos e meio, conta categoricamente o que aconteceu. Uma criança nesta idade não mente”,  pontua..

A mãe da criança relatou à polícia que mora na casa da mãe do acusado há 9 anos e no último sábado havia deixado a menina no quintal da casa enquanto ia tomar banho. Quando retornou, encontrou a garotinha sem a fralda e ensanguentada. A menina foi levada ao HUT onde passou por cirurgia para reconstituição do hímen. 

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