portal Manchetes
Live
wb_sunny

Manchetes

Defensoria entra com Ação Civil Pública contra a prefeitura

Defensoria entra com Ação Civil Pública contra a prefeitura

Juiz tem 48h para conceder liminar intimando o executivo
A Defensoria entrou com uma Ação Civil Pública contra a prefeitura de Ribeirão Preto nesta quinta-feira (7) exigindo melhores condições de moradia às 250 famílias que foram retiradas da favela localizada no Jardim Aeroporto, em Ribeirão Preto.

De acordo com o defensor Paulo Fernando de Andrade Giostri, autor da ação – juntamente com o defensor Aluísio Ruggeri Ré –, existe uma lista de exigências a serem cumpridas pelo executivo:

1 – Que coloque as pessoas desalojadas na escola municipal mais próxima dos fatos e, se preciso, as deixarem no local por até 30 dias;

2 – Ofereça um serviço de recadastramento, a fim de auxiliar àqueles que perderam os documentos pessoais durante a reintegração de posse;

3 – Conceda às famílias o acesso imediato aos bens que foram recolhidos durante a ação policial e deixados em um galpão particular;

4 – Disponibilize residências provisórias para essas pessoas; ou então que pague um aluguel social;

5 – Faça o cadastramento dessas pessoas para que elas tenham acesso a programas habitacionais, sem precisar entrar em sorteios;

6 – Em um prazo de seis meses, coloque essas famílias em imóveis já construídos;

Assim que a liminar for concedida, a prefeitura terá de executar as tarefas imediatamente, já que existe uma multa estipulada em R$ 1 mil por hora em caso de negligência.

Confira imagens da reintegração de posse

Segundo o defensor Paulo Fernando de Andrade Giostri, falta um programa de habitação às classes menos favorecidas. “Agir com essa violência extrema é uma consequência. Por que essas pessoas estavam lá? Por que elas não têm uma moradia digna? A prefeitura foi omissa ao deixar essas famílias nessas condições. A produção de habitação de interesse da população é muito restrita”, declarou.

Ainda sobre a falta de moradias, Paulo Fernando de Andrade Giostri alerta para um problema que, segundo ele, é bem maior. “Essas pessoas vieram do Maranhão, do Piauí e de outros cantos do país para trabalhar nos canaviais. Com a mecanização, eles tiveram que migrar do campo para as construções. Ou seja, eles constroem grandes obras e não possuem moradia”, afirmou.

Procurada pela reportagem do EP Ribeirão, a prefeitura afirmou, por meio da assessoria de imprensa que, enquanto não for notificada oficialmente, não haverá nenhum posicionamento.

Tags

Newsletter Signup

Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque.

Postar um comentário